quinta-feira, 14 de maio de 2020

Grupo Açotubo monta operação estratégica para atender setores essenciais

By Rogério Princiotti
-Maio 14, 2020

O avanço da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil e no mundo acarretou no fechamento provisório da maioria das empresas ou, no caso dos setores essenciais, adoção de práticas de prevenção para funcionamento. O Grupo Açotubo, maior distribuidor siderúrgico no atendimento ao varejo da América Latina, montou um plano estratégico com mais de 20 ações para preservar a saúde dos mais de 850 colaboradores de modo a continuar atendendo as indústrias que não podem parar, como a alimentícia e hospitalar.




De acordo com Bruno Bassi, diretor executivo da companhia, a dinâmica encontrada para manter a operação e as entregas foi a montagem de um comitê de prevenção à COVID-19 com uma visão 360º que considera diversos cenários, possibilidades e atores envolvidos. “Além de seguir à risca todas as recomendações dos órgãos oficiais de saúde, agimos de maneira muito rápida para medidas que consideram os espaços, as rotinas de clientes, fornecedores, prestadores de serviço e nossos colaboradores e suas famílias”, explica.


Medidas adotadas:

NOS ESPAÇOS
Aumento da frequência de higienização de áreas comuns e de grande circulação;
Álcool em gel disponível em todas as dependências;
Reforço de comunicação sobre melhores práticas e prevenção;
Acompanhamento dos funcionários em trabalho remoto;
Aumento de espaço entre as pessoas, intercalando assentos no refeitório;
Janelas abertas nos escritórios para melhor circulação do ar.

PROCEDIMENTOS INTERNOS
Criação de grupo de gestão de risco que reúne a alta liderança;
Monitoramento diário da situação externa, das operações e dos colaboradores;
Adiamento de treinamentos, eventos e entrevistas de recrutamento e seleção.
Operações de recebimento, vendas, faturamento e expedição estão mantidas, mas com redução de quadro conforme demanda e seguindo todas as orientações;
Flexibilização do horário de almoço das equipes administrativas e comerciais;
Solicitação de redução do tempo de permanência no refeitório, evitando aglomerações;
Recomendação do uso de ferramentas virtuais para a realização de reuniões de trabalho;
Orientação para que os líderes estejam atentos aos colaboradores com sintomas equivalentes aos da COVID-19, encaminhando-os para avaliação no ambulatório e, caso necessário, retorno à residência;
Suspensão de viagens aéreas nacionais e internacionais, reuniões e visitas internas e externas;
Para os setores operacionais fabris, criamos um grupo de carona, para evitar/eliminar exposição dos nossos colaboradores nos transportes públicos.

Além destas medidas, o Grupo Açotubo dispensou para férias, home office ou banco de horas pessoas do grupo de risco, que tem dificuldade de deslocamento, administrativo e mães que precisam cuidar dos filhos por suspensão das aulas.


“Tudo isso faz parte da nossa missão de entender e atender o cliente e o mercado, mas também de zelar e cuidar das pessoas. Costumamos dizer que, juntos, somos tão fortes como o aço e vamos passar por esse período mais firmes e perseverantes”, conclui Bruno.

Sobre o Grupo Açotubo

Desde 1974, o Grupo Açotubo se consagrou como o maior distribuidor siderúrgico no atendimento ao varejo da América Latina. Reconhecimento de mercado, qualidade dos produtos e satisfação dos clientes integram as mais de quatro décadas da companhia. Referência empresarial e de liderança, o Grupo contempla seis divisões: Tubos e Aços, Conexões, Aços Inoxidáveis, Trefilados e Peças, Soluções Integradas e Sistemas de Ancoragem (Incotep), preparado para atuar em diversos segmentos. Para mais informações: https://acotubo.com.br/.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dia mundial em memória das vítimas de acidentes de trabalho

Luiz Antônio de Melo
Coordenador Técnico da Fundacentro - CRNE, Engenheiro civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho.
Publicado em: 28/04/2020 03:00 Atualizado em: 28/04/2020 05:44

O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho, 28 de abril, surgiu no Canadá, por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, promovido por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais. A data foi escolhida em decorrência de um acidente que resultou na morte de 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, Estados Unidos, em 1969. Com o propósito de levar à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu, desde 2003, o dia 28 de abril como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho. No Brasil, a data só foi estabelecida pela Lei nº 11.121, de maio de 2005.


A data foi criada mais como um alerta, tendo em vista que milhões de vidas são ceifadas anualmente em decorrência de acidentes do trabalho, ou de doenças ocupacionais, o que poderia ser evitado, caso houvesse uma cultura de prevenção efetiva. Analisando o cenário nacional, pode-se afirmar que a situação é preocupante, visto a quantidade de acidentes que ocorreram recentemente, como as tragédias das barragens de Mariana e Brumadinho, não esquecendo do acidente da Boate Kiss, que tirou a vida de diversos trabalhadores e deixou tantos outros hospitalizados. Além desses casos, de grande impacto na mídia, muitas pessoas morrem diariamente nos seus locais de trabalho, sem a devida repercussão na imprensa.

28 de Abril - Dia Internacional das Vítimas de Acidente de Trabalho

Uma data de respeito, mas não de comemoração.

publicação de 28.05.2015

O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, organizado por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.
A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador.
Desde maio de 2005, o dia 28 foi instituído no Brasil por meio da Lei nº 11.121.
O Brasil é um dos recordistas em acidente de trabalho no mundo. E isso não é um dado a ser comemorado, ao contrário. Muito menos a data é comemorativa.
Segundo o estudo da OIT, o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos. O país perde apenas para China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).
Os dados estatísticos de Acidentes de Trabalho de 2011 divulgados pelo Ministério da Previdência Social indicam, em comparação com os dos anos anteriores, um pequeno aumento no número de acidentes de trabalho registrados.
O número total de acidentes de trabalho registrados no Brasil aumentou de 709.474 casos em 2010 para 711.164 em 2011.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

O Dia da Terra é mais importante do que nunca

  • [ Arquivo ], Desenvolvimento Sustentável
  • Foto: Guillaume de Germain/Unsplash

    22 de abril é o Dia da Terra.

    Enquanto o mundo se apressa para planejar uma recuperação pós-pandemia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) vê esse momento de pandemia como uma oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de nos reconstruirmos melhor. Os riscos enfrentados por ignorarmos as ameaças de destruição ambiental devem ser entendidos e endereçados com proteções e políticas ambientais. O dia 22 de abril é um lembrete oportuno para abraçarmos os empregos verdes, estimularmos a economia sustentável, tomarmos medidas urgentes para nos proteger do aquecimento global e garantirmos futuros dignos e saudáveis.

    De acordo com o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2019 do PNUMA, as emissões globais de CO2 precisam cair 7,6% até o final de 2020 – e continuar caindo 7,6% a cada ano – para limitar o aquecimento global em até 1,5°C.

    A pandemia é um lembrete da vulnerabilidade dos seres humanos e do planeta diante das ameaças globais. É preciso endereçar os danos ao meio ambiente. “Se tivéssemos cumprido um pouco mais os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre Mudanças do Clima, poderíamos enfrentar melhor esse desafio”, afirmou o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, em sua resposta aos impactos socioeconômicos da COVID-19.

    Contexto histórico

    A primeira vez que o Dia da Terra foi celebrado foi em 1970. Vinte milhões de pessoas, indignadas com o derramamento de óleo, a poluição atmosférica e dos rios, foram às ruas protestar contra o que reconheceram ser uma crise ambiental. Foi o maior evento cívico do planeta à época e obrigou os governos a tomarem ações concretas, como o estabelecimento de leis e agências ambientais. Além desses resultados práticos, o evento demonstrou a força das pessoas quando se unem e demandam ações.

    Até hoje, a data continua com grande significado. Em 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução reconhecendo formalmente o Dia Internacional da Mãe Terra. Em 2016, a ONU adotou o Acordo de Paris, articulando o compromisso das nações em limitar o aumento da temperatura global em até 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e fortalecer sua capacidade de mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas.

    O Dia da Terra 2020 não comemora apenas o 50º aniversário da celebração, mas também o aniversário da assinatura do Acordo de Paris pela ação climática.

    Dia da Terra 2020

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